'Somos nuances de nossas próprias sombras. Somos dúvida repentina. Somos trechos de obras consagradas. “Somos o que podemos ser”. Somos frações de uma mesma cidade. Somos o que nos dá coragem. Somos beijo nublado e amarela verdade. Somos desejo virando a esquina. Somos dor e serpentina. Somos o que nos propomos a ser. Sorte nossas almas se encontrarem neste mesmo espaço e tempo. Sorte sermos tantos dentro de nós mesmos. Sorte que leva mais que uma vida para nos auto-conhecermos ou conhecermos a quem quer que seja. Não temos ferramentas intelectuais suficientes para nos entendermos por completo. Somos parte de um todo que jamais vislumbraremos. Somos bichos solitários, lobos que choram enquanto a noite se debruça sobre uma ponte condenada. Somos os botões que acionamos. Somos enquanto acordamos. '

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